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Polícia vai intimar 'Maníaco do Lacmar' a prestar esclarecimentos sobre assédios sexuais

Depoimento ocorrerá no dia 22 de maio, às 15:00 hs, na Delegacia Especial da Mulher – DEM

Autor: Itamargarethe

Publicado em: 23/04/2019 - 19:44

Acessado: 314 vezes


A Polícia Civil do Maranhão vai intimar o empresário Paulo Braid Ribeiro Júnior, diretor administrativo do Centro Ambulatorial de Diagnóstico Holandeses (CADH) e sócio proprietário do Laboratório de Análises Clínicas do Maranhão (Lacmar), a prestar esclarecimentos sobre possíveis crimes de assédios sexuais atribuidos a ele por três ex-funcionárias. O blog apurou que o depoimento vai ocorrer no dia 22 de maio, às 15:00 hs, na Delegacia Especial da Mulher – DEM que apura o caso.

 

Aguardado com muita expectativa, o “maníaco do Lacmar”, como ficou conhecido, terá oportunidade de se pronunciar sobre as denúncias. Em um procedimento aberto no 9º Distrito Policial, no bairro do São Francisco, Paulo Braid chegou registrar Boletim de Ocorrência contra uma das denunciantes, acusando-a de crime de extorsão.


 
De forma unanime,  as situações relatadas evidenciam os constrangimentos . Uma das jovens, no caso a secretaria, primeira vítima que o denunciou, afirmou que a direção da empresa tinha conhecimento do assedio. “Narrei aos diretores os abusos, no caso Patrícia Vasconcelos Ribeiro e o Plínio Tuzzolo. A Patrícia, que faz parte do Conselho Administrativo e é cunhada do Paulo, me disse que, infelizmente, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Já o Plínio, teve a cara de pau de dizer que se tivesse “dado” para ele(Paulinho), certamente estaria com meu emprego”, em tom de revolta, narrou a primeira denunciante.


 
 
Nesta segunda feira(22), mais uma vítima procurou às autoridades e, assim como as demais jovens assediadas, narrou os abusos sofridos. Os relatos mostram que, o modus operandi, é sempre o mesmo, um executivo usando o poder do cargo, colocava as funcionárias numa série de situações constrangedoras com o objetivo de praticar atos sexuais. 


 
Segundo a denunciante, muitas foram às humilhações. “Quando estava sentada, ele já chegava esfregando o pênis no meu braço. Em outros momentos, ao fazer menção de que iria me cumprimentar, logo puxava a mão, pegava a  minha e encostava na genitália dele. Sem contar, ainda, as vezes que me trancava na sala, querendo manter relações sexuais a todo custo”, disse no relato a supervisora da área de faturamento, que trabalhou na empresa por seis anos.


 
Em nota publicada no blog Marco Aurélio D’Eça, no último dia 10, a empresa reafirma compromisso com a ética e o respeito aos colaboradores e revelou que o Conselho Administrativo decidiu por apuração independente dos fatos. O comunicado foi tão vexatório que sequer citou o nome de Paulo Braid Ribeiro Júnior no texto, mas informou o seu afastamento das funções.

 


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