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"Esfregava sua genitália ao meu corpo", diz nova vítima do "Maníaco do Lacmar"

Com os novos casos, lista de denunciantes sobe para 3; laboratório lança nota 'envergonhada' afirmando que afastou acusado da diretoria.

Autor: Itamargarethe

Publicado em: 22/04/2019 - 23:00

Acessado: 616 vezes


 

A cada dia aumenta o número de mulheres que comparecem à Delegacia da Mulher para registrar ocorrência de assédio sexual contra o empresário Paulo Braid Ribeiro Júnior, diretor administrativo do Centro Ambulatorial de Diagnóstico Holandeses (CADH) e sócio proprietário do Laboratório de Análises Clínicas do Maranhão (Lacmar). Os relatos mostram que, o modus operandi, é sempre o mesmo, um executivo usando o poder do cargo, colocava as funcionárias numa série de situações constrangedoras com o objetivo de praticar atos sexuais com as vítimas. 


 
Dezesseis dias depois de o primeiro caso vir à tona, o blog tomou conhecimento que a lista de crimes atribuídos ao empresário Paulo Braid, apontado como "Maníaco do Lacmar", cresceu. Ainda pouco, mais uma vítima deixou as dependências da Delegacia Especial da Mulher para denunciar o empresário.

 

“Entre algumas situações, quando estava sentada, ele já chegava encostando o pênis e roçando no meu braço. Em outros momentos, ao fazer menção de que iria me cumprimentar, logo puxava a mão, pegando a  minha e encostando na genitália dele. Sem contar, ainda, as vezes que me trancava na sala, querendo me forçar a manter relações sexuais”, disse no relato a supervisora da área de faturamento, que trabalhou na empresa por seis anos.

 


 
Assim como as demais denunciantes,  a supervisora  narrou o constrangimento que passou em função do comportamento do ex-chefe. "Com o objetivo de satisfazer a lascívia, ele prometia me demitir, caso não fizesse o que ele queria, e como não cedi, acabei sendo demitida", lembrou a vítima.


 
Ainda no BO, a denunciante disse, também, que a sua demissão se deu pelo fato “de ter conhecimento das irregularidades que eram praticadas no setor em que trabalhava, no caso, o faturamento”, finalizou.


 
 
 
 
O ESTOPIM – COMO TUDO COMEÇOU
As denúncias contra Paulo Braid Júnior vieram à tona no último dia 4, quando a primeira vítima, no caso a secretária do próprio acusado, além de relatar a titular do blog o ocorrido, também procurou às autoridades competentes.   Segundo a secretária,  o suspeito teria lhe assediado, enviando 'nudes' durante e fora o horário de trabalho.

 


 
“Cheguei a procurar os diretores da empresa,  no caso, a Patrícia Vasconcelos Ribeiro e o Plínio Tuzzolo e relatei o ocorrido. A Patrícia, que faz parte do Conselho Administrativo e é cunhada do Paulo, me disse que, infelizmente, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Já o Plínio, teve a cara de pau de dizer que se tivesse “dado” para ele(Paulinho), certamente estaria com meu emprego”, em tom de revolta, narrou a primeira denunciante.


 
De acordo com as acusações, a funcionária acabou sendo demitida pelo simples fato de não querer manter relações sexuais com o empresário, e juntamente com a mesma, outros membros da família. Várias fotos do suspeito nu, exibindo as genitálias, além de inúmeros trechos de conversas, via aplicativo de mensagem, foram apresentadas à autoridade policial, e deverá embasar o procedimento inquisitório que será instaurado. 


 
SEXO A TRÊS
No dia 05/04, outra funcionária também registrou ocorrência, relatando situação semelhante . A segunda vítima, no caso uma enfermeira, detalhou um convite feito pelo empresário para ir ao motel Le Baron, juntamente com outra funcionária, com o objetivo de realizar sessão de sexo a três. De forma unânime, as vítimas relatam que o patrão as teriam assediado, enviando 'nudes', dentro e fora do expediente de trabalho.


 
DESCONHECIMENTO DA PALAVRA RESPEITO
Ao que tudo indica, Paulo Braid Júnior não conhece o significado da palavra respeito, muito bem definida no dicionário Aurélio. Além do relato das vítimas, ao ser procurado pela titular deste blog que, coincidentemente, também é mulher, para se pronunciar a respeito das denúncias, em tom de arrogância, o suspeito declarou: “pode colocar o que bem entender. Tudo isso não passa de mentira. É tudo fack news, até porque as imagens não reportam a realidade, pois eu tenho o pau grande e grosso”. Antes de desligar o telefone, ainda foi dita aquela frase clássica: “tu sabes com quem estais falando”?


 
Diante da situação acima narrada, pergunta-se: se com uma jornalista no exercício da atividade profissional, tentando cumprir o que impõe os ditames legais, ele se comportou desta forma, agora imaginem em uma relação de subordinação e hierarquia, onde ao que parece, mulher é um mero objeto sexual?


 
CONCORRENTES JÁ SE MOVIMENTAM
A família Braid atua há vários anos na área da saúde, sendo proprietária de inúmeros empreendimentos, incluindo uma maternidade, no bairro do Olho d'Água, laboratórios e clínicas, além de manter contratos com o Governo do Estado e  Prefeituras. 


 
Nos bastidores, já se comenta que as denúncias podem afetar os negócios das empresas. Na ocorrência registrada hoje, a denunciante que trabalhou na área do faturamento, fez algumas insinuações quanto à gestão.


 
ENVERGONHADA, EMPRESA AFASTA MANÍACO
Sete dias depois que as denúncias de assédio sexual envolvendo um de seus diretores, o Grupo Mercúrio, que controla diversas empresas no setor da Saúde no Maranhão, anunciou o afastamento do diretor Paulo Braid Ribeiro Júnior, denunciado por assédio sexual a funcionárias.


 
A nota, envergonhada, publicada no blog Marco Aurélio D’Eça no dia 10 deste mês, diz que a empresa reafirma compromisso com a ética e o respeito aos colaboradores e revela que o Conselho Administrativo decidiu por apuração independente dos fatos. O comunicado foi tão vexatório que sequer citou o nome de Paulo Braid Ribeiro Júnior no texto.


 
Abaixo, a íntegra da nota do Grupo Mercúrio:
 
“O Grupo declarou que lamenta profundamente as acusações que estão sendo divulgadas sobre possível caso de assédio envolvendo um diretor.
 
O mesmo nega com veemência as acusações, mas o Conselho Administrativo resolveu afastá-lo da empresa, para permitir que os fatos sejam apurados com total independência.
 
A Direção da empresa reafirmou sua ética e respeito para com todos os colaboradores e parceiros e declarou que repudia qualquer tipo de assédio, dentro e fora do ambiente de trabalho.
 
O caso será apurado internamente com rigor e as devidas providências serão tomadas, caso necessário, para manter a excelência e a ética que sempre pautaram a gestão de todas as empresas e suas relações com pacientes, colaboradores, fornecedores e parceiros.”  
 
Sem mais agradecemos a sua divulgação e espaço; e esperamos que todo o caso seja finalmente esclarecido em breve.
 
Atenciosamente,
 
Ass. de Imprensa do Grupo Mercúrio


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